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# OnePlus e Realme vão fundir operações? O que pode mudar para as duas marcas
- URL: https://droidreader.pt/oneplus-e-realme-vao-fundir-operacoes-o-que-pode-mudar-para-as-duas-marcas/
- Published: 2026-04-30T16:12:01.000Z
- Updated: 2026-04-30T16:28:34.000Z
- Author: Pedro Henrique Carvalho
- Tags: Rumores

A OnePlus e a Realme podem mesmo vir a unir as suas divisões operacionais, uma mudança que não surge do nada, mas que representa o culminar de uma espiral descendente que a OnePlus tem vivido nos últimos meses. 

Antes mesmo da potencial fusão, referida pelo *leaker* Digital Chat Station, [já havia sinais “preocupantes” sobre o futuro global da OnePlus](https://droidreader.pt/e-o-fim-da-oneplus-o-colapso-silencioso-em-curso/). A marca anunciou o encerramento das suas operações na Europa este mês, com relatórios de cortes de pessoal e uma comunicação a confirmar que a empresa estava a "avaliar" o seu futuro na região.

Com efeito, as duas marcas, que já faziam parte do ecossistema OPPO/BBK Electronics, vão agora, teoricamente, operar sob uma nova estrutura conjunta denominada "sub-product center". Esta estrutura combinaria as equipas de desenvolvimento de produto para o mercado doméstico e internacional e as equipas de *marketing* e serviço de apoio ao cliente de ambas as marcas, numa só unidade.

![](https://storage.ghost.io/c/4a/65/4a657934-9607-41ce-86b1-442d3f852e47/content/images/2026/04/7DAA8F10-D0E2-486F-B5AB-2B222470AB1F.png)

Ora, ao que parece, Li Jie, presidente da OnePlus China, assumirá a liderança deste novo centro de produto conjunto, reportando diretamente a Pete Lau (Liu Zuohu), atual Chief Product Officer (CPO) na OPPO (e co-fundador da OnePlus). Por outro lado, Wang Wei, ex-vice-presidente da Realme, deverá passar a ocupar o cargo de subdiretor-geral, sob a alçada de Li Jie, enquanto Sky Li (Li Bingzhong), CEO da Realme, supervisiona as operações de marketing, serviços e pós-venda de ambas as marcas.

Esta possível fusão surge como uma resposta direta ao contexto atual do mercado: a pressão crescente de marcas como a Xiaomi e a Samsung, aliada ao aumento dos custos dos componentes e à escassez de memória. Ao unir forças, passa a ser possível otimizar investimento em R&D, partilhar cadeias de abastecimento e reforçar recursos de *marketing*. Convém lembrar que, juntas, as marcas do grupo BBK representavam cerca de 48% do mercado indiano de smartphones no segundo trimestre de 2025.

![](https://storage.ghost.io/c/4a/65/4a657934-9607-41ce-86b1-442d3f852e47/content/images/2026/04/4CDCE588-DD4D-4839-8253-FFA87913FA5B.png)

Levantam-se, contudo, questões sobre a identidade futura de cada marca. O OnePlus Nord CE6 Lite, por exemplo, é já uma cópia direta do Realme P4X, um indício claro de quão profunda é a partilha de ideias entre as duas empresas. Para os fãs da OnePlus, ver a sua marca *premium* a convergir com a Realme, historicamente focada em gamas de entrada e médias, é preocupante.

Ainda assim, há réstias de esperança em como a OnePlus não desaparecerá e, mais, que continuará a lançar produtos, como é o caso do mais recente, anunciado hoje, OnePlus Pad 4\. Seja como for, das três marcas, sem dúvida que será (provavelmente) a mais afetada. Veremos até que ponto se mantém, de todo, à tona.