App Fitbit vai desaparecer e dar lugar ao novo Google Health

App Fitbit vai desaparecer e dar lugar ao novo Google Health

Durante anos, a Google teve uma estratégia muito confusa no segmento das apps de saúde digital. Existia a Google Fit, existia a Fitbit e, no meio de tudo isto, os utilizadores acabavam presos entre duas aplicações diferentes, duas filosofias distintas e uma experiência que nunca foi verdadeiramente unificada.

Mas, finalmente, isto vai mudar! O Google Fit vai ser "aposentado" e a atual app Fitbit será transformada numa nova plataforma chamada Google Health.

A transição será feita a partir do dia 19 de maio, através de uma atualização automática da atual app Fitbit, que receberá não só o novo nome Google Health, mas também uma identidade visual renovada e várias funcionalidades inéditas.

Começando pelo redesenho. A aplicação passa a estar organizada numa nova estrutura mais simples e intuitiva: Today, Fitness, Sleep e Health.

Mas a Google quer que esta nova plataforma vá muito além de uma simples app para contar passos ou monitorizar o sono. A empresa aposta fortemente nas capacidades da sua inteligência artificial com o Google Health Coach, um novo assistente desenvolvido com recurso ao Gemini. No entanto, estas funcionalidades farão parte do Google Health Premium, uma nova subscrição que vem substituir o atual Fitbit Premium - pelos mesmos 9,99 dólares por mês ou 99,99 dólares por ano.

Com o Google Health Coach, os utilizadores poderão receber insights personalizados diretamente no separador Today, criar planos de treino semanais no separador Fitness e até gerar ou guardar treinos através de linguagem natural.

Já na área Sleep, será possível acompanhar de forma mais clara a consistência do sono e perceber melhor a evolução da qualidade do descanso ao longo das semanas. Por fim, no separador Health, além de um resumo rápido das principais métricas de saúde, o assistente poderá também gerar resumos simplificados dos registos médicos dos utilizadores.

Ao mesmo tempo, a Google quer transformar o Google Health numa plataforma muito mais aberta e multiplataforma. A app vai ligar-se ao Health Connect, suportar centenas de aplicações e dispositivos de terceiros e até aceitar dados vindos do Apple Health.

Ou seja, quem usa iPhone não só poderá instalar o Google Health no iOS, como também importar automaticamente toda a informação de saúde para lá - um sinal claro de que a Google quer mesmo competir a sério neste mercado.

E toda esta aposta parece ser tão séria que a empresa decidiu até criar um novo produto pensado especificamente para acompanhar esta nova fase. Chama-se Fitbit Air e surge como uma concorrente direta à Whoop. Tal como esta, não tem ecrã e aposta antes numa experiência muito mais discreta, confortável e focada em monitorização contínua da saúde ao longo do dia e da noite.

A lógica aqui parece bastante simples: menos distrações, menos notificações e muito mais foco em recuperação física, qualidade do sono e acompanhamento passivo da saúde. No fundo, parece ser exatamente o tipo de produto que encaixa na visão que a Google quer agora construir para o Google Health.

Podes ler mais sobre a Fitbit Air neste nosso artigo.

Resta agora perceber se o Google Health conseguirá realmente conquistar os utilizadores e afirmar-se como uma alternativa séria no segmento da saúde digital. Mas uma coisa é certa: a gigante das pesquisas parece finalmente ter percebido que manter várias aplicações separadas para fitness e saúde não fazia qualquer sentido. E esta nova fase pode muito bem representar o início da maior aposta da empresa neste segmento até hoje.