Black Friday ou Black Garbage? Os resultados deste estudo são expressivos!

A CeX alerta-nos para o desperdício tecnológico da Black Friday, num ano em que os consumidores devem gastar quase 4 mil milhões de euros em produtos que não precisam.

Black Friday ou Black Garbage? Os resultados deste estudo são expressivos!

Descontos. Promoções. Vendas especiais. Dias sem IVA. Black Friday. Cyber Monday. Vivemos, cada vez mais, rodeados destas campanhas que, a todo o custo, nos levam a gastar dinheiro. Quer seja em equipamentos que precisamos ou outros que, simplesmente, gostaríamos de ter ou experimentar, existe uma realidade que, muitas vezes, ignoramos: o desperdício desmensurado.

Os dados de um estudo nacional no Reino Unido

A marca de compra e venda de produtos em segunda mão, CeX, afirmou, com base num estudo nacional levado a cabo no Reino Unido, em 2024, que a Black Friday “é uma grande porcaria”, acompanhando a declaração com um camião do lixo cheio de resíduos tecnológicos que percorreu as ruas de Londres. A investigação nacional realizada revelou que os britânicos iriam gastar mais de £3,5 mil milhões em tecnologia que não precisariam durante a Black Friday (com um gasto médio de £202,11 por pessoa). Em euros, isto converte-se para os 4 mil milhões de euros para uma média de cerca de 230 euros por pessoa.

O camião, de cor vermelho vivo e carregado de produtos abandonados, percorreu zonas movimentadas como a Piccadilly Circus e a Regent Street, exibindo a frase “Black Friday is a load of rubbish”. O objetivo: chamar a atenção para o impacto ambiental do consumismo desenfreado e pedir que pensemos antes de comprar.

Ainda, por este estudo, ficou a claro como quase metade (48%) dos inquiridos nunca consideraria comprar produtos em segunda mão, com 47% a revelar dúvidas sobre a qualidade, e 35% a ficarem reticentes face à garantia ou política de devolução limitada. Assim, para combater estas reticências, a CeX introduziu uma garantia de cinco anos, também em vigor no nosso país, que se consagra, pela empresa, como a mais longa do mercado.

Dos dados recolhidos, e que chamam mais à atenção, é como só cerca de 30% dos inquiridos afirmam que precisam “realmente” dos artigos que compram, o que significa que apenas £1,5 mil milhões das compras são estritamente necessárias.

A CeX, pelo estudo, reforça que muitas compras acabam por ser abandonadas poucos meses depois, onde 20% dos britânicos confessa usar os novos dispositivos durante apenas quatro meses, e 35% compra simplesmente para “estar na moda”.

Estes dados, apesar de serem do ano anterior, conseguem espelhar facilmente o que vemos hoje, onde pela inflação, os valores conseguem facilmente aumentar. Do divulgado pela marca, os produtos mais populares foram auriculares (22%), portáteis (20%), smartwatches (19 %) e smartphones (18 %), onde mais de metade (57%) admite ter até oito gadgets a acumular pó em casa.

O impacto é claro

Quer pelos números envolvidos, quer pelos valores associados à tecnologia comprada, o desperdício continua a crescer, muitas vezes alimentado por campanhas que nem sempre beneficiam o consumidor. Entre preços pouco transparentes e compras por impulso, a segunda mão torna-se uma alternativa extremamente viável e, com empresas como a CeX, essa escolha ganha ainda mais força graças à garantia que oferecem. Algo que nem sempre conseguimos assegurar quando recorremos a outras plataformas de venda online em segunda mão.