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CEO da Google fala sobre o futuro dos smartphones
Por Pedro Alves

CEO da Google fala sobre o futuro dos smartphones

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A Google tem trilhado um caminho de evolução contínua no que toca ao mercado dos smartphones. O seu intuito de criar um ecossistema que, inevitavelmente, se assemelhe ao da Apple, tem feito com que a empresa responsável pelo Android tome excelentes decisões, tornando-a num importante elemento da atualidade das comunicações móveis.

Numa entrevista recente, a pessoa responsável pela gigante das pesquisas, o CEO Sundar Pichai, deu o seu parecer sobre aquele que, para si, será o futuro dos smartphones. Sendo Sundar uma das figuras mais influentes do seu meio, é sempre interessante ouvir o que ele tem para dizer. A entrevista esteve a cargo do youtuber Mrwhosetheboss, e foi feita ainda antes da Google I/O 2023.

Quando questionado sobre se estariam os smartphones dobráveis já na sua versão final de design, Pichai respondeu que achava que sim.

"... penso que serão assim. Para algumas pessoas, as vantagens que oferece compensam algumas das suas desvantagens. São maiores e mais volumosos... mas adoro o facto de poder fazer multitarefas com duas aplicações. Adoro o facto de o poder usar como smartphone de mesa".

Pichai menciona que testou o Pixel Fold ainda antes do seu lançamento, e que sentiu um misto de amor e ódio, conforme a tarefa que estivesse a executar no momento, o que acaba por ser normal. Porém, em resposta a uma outra questão, o CEO da Google confessou que, no seu ponto de vista, os dobráveis ainda são um produto de nicho, maioritariamente utilizado por quem pretende vislumbrar um pouco do futuro a cada dia; concluiu ainda mencionando que, apesar do formato atual não dever vir a sofrer muitas alterações, este ainda é um campo com muito para evoluir noutros sentidos.

Inevitavelmente, a conversa acabou por cair no tema da inteligência artificial. O entrevistador perguntou se o foco dos smartphones será para sempre a inteligência artificial e o software, em detrimento das inovações de hardware, que estão cada vez a evoluir mais lentamente. A resposta de Sundar Pichai não se fez esperar:

"Penso que a IA vai tornar a interação com o smartphone muito mais natural e intuitiva, o que não acontece atualmente. Estamos na fase inicial de tudo isto. Mas apenas com o processamento de linguagem natural, ou quando olhamos para algo e queremos que o nosso telemóvel o compreenda, é nessa direção que a computação irá evoluir."

Outra pergunta recaiu sobre a possibilidade dos wearables poderem vir a substituir os smartphones, mas aqui o Sundar foi peremptório: ele não acha que vá ser assim. Os smartphones irão manter o seu posto como dispositivo principal de computação para a maioria dos utilizadores, ficando os wearables como meros complementos, úteis principalmente em cenários mais específicos.

Pichai concluiu mencionado que não há razão para a humanidade ter receio dos avanços da inteligência artificial. As pessoas têm a capacidade de se adaptarem às situações, e para provar isso basta compararmos os jovens atuais com os de há trinta anos atrás. Além disso, é óbvio que os smartphones estão cá para ficar, isso é uma certeza. de que Pichai não tem dúvidas.

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Notícias Google