Foi no ano passado que a Samsung, seguindo o seu calendário habitual, apresentou a linha Tab S11. Sendo uma gama que tem vindo a ganhar destaque desde que a empresa renovou o modo DeX e introduziu o modelo Ultra, as evoluções têm sido constantes. Ainda que o Android, por si só, nem sempre justifique ciclos de atualização tão frequentes — e apesar de acreditar que lançamentos bianuais poderiam ser mais benéficos para o utilizador — a Samsung tem feito algumas jogadas interessantes que ajudam a sustentar esta cadência anual.
Mas conseguirá o utilizador retirar verdadeiro proveito destas atualizações? Conseguirá a marca convencer estudantes, produtores de conteúdo e profissionais de que um dos seus tablets pode replicar e, em alguns casos, substituir a experiência de um portátil?

A história da gama
Pode parecer estranho falar de história numa review, mas neste caso, e como referido na introdução, a linha de tablets da Samsung tem passado por mudanças relevantes que merecem ser contextualizadas. Basta recuar até ao Tab S8, que marcou um ponto de viragem ao introduzir, pela primeira vez, três modelos distintos: Tab S8, S8+ e S8 Ultra. Esta filosofia manteve-se na geração S9, em 2023, mas sofreu alterações em 2024, com o lançamento do Tab S10 apenas nas variantes S10+ e S10 Ultra.
Em 2025, a história repetiu-se, mas com um detalhe curioso: a Samsung apresentou o Tab S11 e o S11 Ultra, deixando de fora qualquer referência a um modelo Plus.
Porque é que isto importa? Porque revela uma mudança clara no foco da marca e na forma como o consumidor pode ajustar melhor a sua escolha dentro da gama. Ao mesmo tempo, esta estratégia acaba por valorizar modelos de anos anteriores, transformando-os em opções mais apelativas para quem procura o melhor equilíbrio entre tamanho de ecrã, preço e desempenho. É precisamente aqui que o Tab S11 se posiciona como uma proposta particularmente interessante: oferece uma experiência de produtividade sólida, com um ecrã mais compacto do que o S10+ do ano passado, sem abdicar dos principais trunfos da linha.
Resta perceber se consegue cumprir essa promessa e justificar a estratégia da Samsung.
Design, construção e ecrã

É inegável como a construção do Tab S11 se sente mal se o tira da caixa. Quer pelo seu toque frio, pelo alumínio, ou pelo conforto dos cantos arredondados, o utilizador tem, desde o primeiro momento, um equipamentos sólido e robusto. O peso está bem distribuído e, com os diversos acessórios, como a capa com teclado, trabalhar no mesmo torna-se fácil e prazeroso, especialmente com a experiência de escrita e a S-Pen.
Se há área onde a Samsung continua a destacar-se, é no ecrã. No Galaxy Tab S11, o painel AMOLED 2X HDR+ de 11 polegadas assume um papel central na experiência, quer pela qualidade de imagem, quer pela forma como se integra no corpo do equipamento.




As margens finas para este tipo de produto ajudam a maximizar a área útil sem comprometer o conforto visual, evitando toques acidentais. A calibração de cores mantém-se fiel, com pretos profundos e excelente contraste, o que faz toda a diferença tanto na leitura prolongada como em tarefas de design, ilustração ou edição de imagem. Além disso, o brilho elevado e a boa gestão de reflexos tornam o ecrã utilizável em diferentes ambientes, incluindo espaços bem iluminados, reforçando a versatilidade do tablet no dia a dia.

A elevada taxa de atualização não serve apenas para “embelezar” animações: traduz-se numa navegação mais fluida, numa escrita mais natural com a nova S-Pen e numa resposta visual imediata que aproxima a experiência do papel. Se considerarmos que estamos perante um tablet com meros 5.5 mm, então o apelo é grande.
Software e performance: consegue substituir um portátil?


Aqui importa destacar que, apesar de este não ser o gigantesco Tab S11 Ultra, a variante que testei acredito que, com uma capa-teclado apropriada, consegue facilmente substituir um portátil para tarefas que envolvam escrita, navegação intensiva e edição de imagem. Em especial com as ferramentas de IA disponíveis, quer da suite da Samsung — com a Galaxy AI a integrar edição de texto, resumos inteligentes, notas e manipulação de imagens — quer da Google, com o Gemini, que ao correr em janelas mais pequenas neste grande ecrã eleva significativamente a produtividade móvel. A possibilidade de trabalhar com múltiplas aplicações em simultâneo, sem comprometer a fluidez, reforça essa sensação de estarmos perante uma verdadeira estação de trabalho portátil.
Apesar de acreditar que, por esta altura, a sul-coreana pudesse revitalizar a sua One UI de forma mais profunda para o formato tablet, a experiência continua a ser simples, intuitiva e satisfatória. O modo DeX, em particular, ganha ainda mais relevância com a One UI 8, permitindo criar vários ambientes de trabalho, manter diversas aplicações abertas em simultâneo e aproximar a experiência da de um sistema de desktop. Há ainda vantagens claras na integração com o ecossistema da marca, como a possibilidade de ligação a outros ecrãs via Wi-Fi, a utilização de smartphones da Samsung como câmara ou ponteiro, e a continuidade de tarefas entre dispositivos, algo que contribui para um fluxo de trabalho mais coeso.

Existem, contudo, limitações que importa reconhecer e que não são totalmente imputáveis à Samsung. O Android continua a apresentar fragilidades ao nível da otimização de algumas aplicações para grandes ecrãs, especialmente quando falamos de edição de vídeo mais profissional. Ainda assim, a empresa tenta mitigar estas lacunas através de parcerias e ofertas, como o acesso ao LumaFusion a preço reduzido ou um ano de GoodNotes incluído, o que ajuda a tornar o tablet mais apelativo enquanto ferramenta criativa. No conjunto, o software está mais maduro do que nunca, ainda que haja margem para evolução.
Nesta esfera, há também pequenos detalhes que revelam que o ecossistema ainda não está totalmente afinado. Em alguns momentos, surgem notificações já descartadas no smartphone que continuam visíveis no tablet, criando uma sensação de duplicação e falta de sincronização. A responsabilidade é partilhada entre a Samsung e a Google, embora o Android 16 já introduza melhorias neste campo, pelo que será interessante acompanhar a forma como estas são implementadas na One UI ao longo dos próximos meses.
A nível de performance, o Galaxy Tab S11 combina especificações técnicas robustas com uma experiência de utilização consistentemente fluida. No seu interior encontra-se o chipset MediaTek Dimensity 9400+ de 3 nm, com uma CPU octa-core e GPU Immortalis-G925, acompanhado por 12 GB de RAM e até 512 GB de armazenamento interno, expansível via microSD. Este conjunto, aliado ao Android 16 com One UI 8, garante arranques rápidos, gestão eficiente de grandes ficheiros e estabilidade em sessões prolongadas de multitasking, sem recarregamentos constantes de aplicações em segundo plano.

É uma diferença que se sente no uso real e que pude comprovar em primeira mão. O meu Galaxy Tab S9 FE, equipado com o Exynos 1350 de 5 nm, revela dificuldades claras em tarefas como edição de imagem no Canva ou até na abertura da aplicação GoodNotes. No Tab S11, esses engasgos simplesmente não existem, reforçando a ideia de que não estamos apenas perante um salto geracional, mas sim perante um avanço estrutural em termos de desempenho e maturidade do software. Se aliarmos a esta experiência os sete anos de atualizações de sistema operativo, investir num tablet da marca é, sem dúvida, apostar numa experiência com alta probabilidade de melhoria constante.
Veredito

O Tab S11, agora acompanhado por uma S Pen renovada e com um design que se aproxima mais de um lápis tradicional, afirma-se como um tablet verdadeiramente capaz no campo da produtividade, afastando-se da ideia de que um tablet Android é, por natureza, limitado neste domínio. Apesar de não recorrer a um processador Snapdragon, um dos nomes mais reconhecidos do mercado, a Samsung opta pela MediaTek e pela sua gama premium, uma escolha que reforça o compromisso da marca com o desempenho desta linha e que se revela mais do que competente no uso real.
Essa solidez sente-se, em particular, no consumo de entretenimento, onde o conjunto de quatro colunas com Dolby Atmos contribui para uma experiência imersiva e envolvente, capaz de nos absorver rapidamente no conteúdo. Também a câmara principal de 13 MP cumpre de forma competente, permitindo captar boas imagens em cenários com iluminação favorável, mais do que suficientes para digitalização de documentos, partilha rápida ou registos ocasionais.
No que diz respeito a ligações e autonomia, o Tab S11 está bem servido, com versões que incluem Wi-Fi 6E e 5G, uma bateria de 8400 mAh e suporte para carregamento rápido de 45 W. Este conjunto traduz-se numa utilização prolongada sem ansiedade constante com a bateria, tornando o tablet adequado não só para consumo multimédia, mas também para longas sessões de trabalho ou criação de conteúdos, onde a consistência é tão importante quanto a potência.
Não sendo adepto dos testes de bateria que existem online, muito por se basearem numa mesma tarefa por longos períodos de tempo, da minha utilização entre saltitar de tarefas e uma ligação constante ao Wi-Fi, este aguentou mais de 5h com edição de notas e imagens. Isto, para mim, revela-se mais que satisfatório para o gigante ecrã e que garante, sem dúvida, boa produtividade contínua.
Chegando ao mercado com um preço inicial de 699,90 € para a configuração com 8 GB de RAM e 128 GB de armazenamento interno, e a atingir os 949,90 € na variante com 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento, o Tab S11 afirma-se como uma proposta extremamente atrativa. Especialmente quando se considera não só o conjunto de ofertas em aplicações, mas também a inclusão da já icónica S Pen, um acessório que continua a fazer a diferença e que, aqui, não implica custos adicionais para o utilizador, e da interligação com o ecossistema da Samsung e até da própria Microsoft, com atalhos para copiar conteúdo entre os diferentes dispositivos.

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Obrigado à CeX pelo apoio na criação deste conteúdo!