FPS: o que é e que impacto tem na experiência de jogo?

Não só os gamers se preocupam com o número de FPS. O número de FPS pode também traduzir a fluidez de utilização de uma aplicação no nosso smartphone.

FPS: o que é e que impacto tem na experiência de jogo?

Seja relacionado com jogos para smartphones Android ou para computadores Windows, certamente os nossos leitores já terão ouvido falar da sigla "FPS". Muito associada ao desempenho dos nossos equipamentos, esta sigla é, em alguns contextos, representativa do nível de adequação do equipamento à sessão de jogo.

Mas afinal, o que significa FPS? É apenas um sinal de bom ou mau desempenho, ou podemos tirar outras interpretações dos resultados que apresenta?

O que significa FPS?

FPS é a sigla que significa Frames Per Second, ou, na língua de camões "imagens por segundo" e representa o número de imagens reproduzidas pelo sistema em sequência no ecrã, por forma a reproduzir movimento.

Por forma a apresentar o conteúdo de determinada aplicação (por exemplo, um jogo), o sistema que estamos a utilizar gerará uma sequência rápida de imagens que dará ao utilizados a sensação de movimento e fluidez. Esta reprodução é de extrema rapidez e, conforme aumenta o número de imagens reproduzidas a cada segundo, menos perceptível se torna ao olho humano.

É, por isso, muitas vezes associado ao bom desempenho do sistema a correr determinado software. Um maior número de FPS significará que o sistema consegue correr tal programa a um rácio alto e que, em teoria, melhorará a experiência de utilização.

Photo by Fredrick Tendong / Unsplash

Qual o impacto nas sessões de jogo?

Ao correr um jogo, o nosso smartphone, tablet ou computador está a recorrer aos seus componentes para gerar o máximo de frames possível no menor espaço de tempo. As componentes de maior influência nesta demanda são a placa gráfica (GPU ou Graphics Processing Unit) e o processador (CPU ou Central Processing Unit). Enquanto o primeiro, mais importante, faz a renderização das imagens, o segundo faz a gestão lógica do sistema.

Como já se conclui pelo que até aqui foi dito, um sistema mais capaz terá maior sucesso na renderização de imagens e assim poderá reproduzir uma maior sequência de imagens por segundo, aumentando a fluidez de utilização de uma aplicação ou de um jogo.

É aqui que, para muitos, um aumento de FPS é benéfico, por exemplo, em detrimento da qualidade gráfica. Reduzindo a exigência dos gráficos de determinado programa, o hardware do nosso equipamento terá uma maior capacidade de oferecer um desempenho alto, sendo que em alguns jogos será, inclusive, de esperar um rendimento de mais de 200FPS para uma experiência ótima ou profissional.

FPS e Hz do ecrã: qual a sua relação?

Apesar de o sistema poder apresentar um maior número de FPS, nem sempre é possível que esse desempenho seja demonstrado. A função da GPU é, afinal, levar a imagem do sistema ao monitor, sendo que este último deve ter também ele a capacidade de o apresentar.

Aqui entra outra sigla conhecida por Hz, ou Hertz, que representa a taxa de atualização de imagem de um ecrã, seja ele um monitor, TV ou ecrã de um computador ou smartphone.

A taxa de atualização, tal como o FPS, significa o número de imagens que uma tela consegue apresentar por segundo. Um ecrã de 30 Hz apresentará 30 imagens por segundo.

Especificamente no mercado dos smartphones, a taxa de atualização de 60Hz é historicamente a mais comum, sendo que desde há alguns anos para cá, as grandes marcas vêm a subir a fasquia para os smartphones topo de gama, levando a taxa de atualização aos 120Hz (que atualmente começa a ser o standard) e, em alguns casos, as 144Hz.

O mercado dos computadores pessoais é bem mais disperso no que toca a este tipo de tecnologia, sendo que não são poucos os monitores a superar os 144Hz em laptops, e em monitores externos de gaming começa a ser habitual as taxas de atualização ultrapassarem os 240Hz.

Ainda assim, existem casos em que a placa gráfica e o processador podem ser mais capazes a reproduzir altos valores em FPS do que o ecrã consegue apresentar. Nesses casos, as tecnologias V-Sync, G-Sync e FreeSync entram em ação para monitorizar a sincronização dos rácios de imagens reproduzidas, evitando cortes na imagem, mais conhecidos na indústria por "tearing".

Photo by ELLA DON / Unsplash

Os FPS podem ser influenciados por vários fatores

Já falamos acima do processador e da placa gráfica como principais responsáveis pelo processamento da imagem. Estas são, de facto, as componentes de maior relevância para o melhor desempenho possível do sistema a apresentar um determinado jogo ou aplicação. O software que os fabricantes disponibilizam para compatibilizar as componentes com o sistema devem ser sempre atualizadas (drivers) de modo a que os utilizadores possam usufruir do melhor desempenho possível.

Não obstante, existem mais condicionantes. Dentro das especificações de hardware, a própria memória RAM é uma componente importantissima, afetando o desempenho do sistema tanto pela sua capacidade máxima de memória, como pela sua velocidade, impactando diretamente o desempenho do sistema.

Voltando à imagem apresentada no nosso ecrã, para além da taxa de atualização, é importante perceber que uma resolução maior significará que as componentes do nosso dispositivo terão um trabalho redobrado na apresentação de uma imagem que contém mais pixeis, sendo por isso mais exigente do que uma imagem menor.

Já no próprio jogo ou aplicação, à condicionantes ao nível de FPS apresentados. O primeiro e mais óbvio será a qualidade gráfica da aplicação, sendo a quantidade de imagens por segundo afetada por todas as texturas, efeitos, profundidade, sombras, entre outros fatores. Ainda assim, as editoras e os programadores têm um papel importante no capítulo do desenvolvimento já que a optimização de tais jogos e aplicações vai influenciar e muito a forma como o sistema reage ao softare.