Não é surpresa o destaque que a Google tem dado ao seu grande modelo de linguagem. Quer seja na IA generativa de texto, imagens ou vídeo, a empresa destacou-se com o Gemini 3 ao ponto de levar a sua concorrente, OpenAI, em melhorar as bases dos seus modelos. Agora, meses após estas atualizações, a Google dá o seu próximo passo. Um que, na verdade, já vimos vislumbres nos seus Pixel.
Inteligência Pessoal
Lançada no mercado americano e desativa por defeito, a Inteligência Pessoal assume-se como um agregador de informações pessoais dos utilizadores Google nos seus diversos serviços.
Este desenho do sistema irá permitir, segundo a empresa, uma experiência mais pessoal, já que o sistema conseguirá ir beber do Google Fotos, YouTube, Gmail e até o histórico de pesquisas. Segundo a Google, a chamada Inteligência Pessoal apoia-se em dois eixos essenciais: a capacidade de raciocinar sobre fontes de informação complexas e a recuperação precisa de detalhes específicos. Na prática, isto traduz-se numa experiência mais directa para o utilizador, que pode colocar questões mais pessoais e ter contexto sobre as mesmas.
O Gemini trata do resto, pesquisando de forma autónoma em ficheiros, e-mails ou até fotografias para chegar à resposta certa. Estas funcionalidades, na verdade, aproximam-se do que a Google apresentou, mais a nível local, no Pixel 10, com as Magic Cue. Esta funcionalidade, não disponível na Europa, procura dar aos utilizadores recomendações contextualizadas com base nas aplicações que estão a usar.
As preocupações com a segurança
A utilização de IA em conjunto com dados pessoais levanta, inevitavelmente, preocupações em torno da privacidade e da segurança, razão pela qual a funcionalidade se encontra limitada e acessível apenas, por agora, em planos pagos. A Google, contudo, diz estar consciente disso e garante que esta funcionalidade é opcional e vem desactivada por defeito. O controlo continua do lado do utilizador, que decide exactamente a que aplicações o Gemini pode aceder.
Ainda neste campo, existiu a ressalva de que estes dados não são usados para treinar os modelos de IA e que a mesma aplica filtros para evitar essa contaminação nos diversos dispositivos em que está disponível.