Comparativo

Google Pixel 7 vs Samsung Galaxy S22: pequenos por fora, grandes por dentro

Dois topos de gama que contrariam a tendência de crescimento dos smartphones.

Google Pixel 7 vs Samsung Galaxy S22: pequenos por fora, grandes por dentro

Longe vão os tempos em que os utilizadores procuravam o telemóvel mais pequeno e prático possível; aliás, as marcas utilizavam precisamente essa mesma característica nas suas estratégias de marketing, numa altura em que o termo "smartphone" nem sequer existia.

Aos poucos, e com o passar dos anos, assistimos a uma reviravolta: chegaram então os smartphones, que democratizaram o acesso a conteúdos multimédia como hoje o conhecemos. Vídeos, jogos, fotografias, tudo ficou acessível e inserido nas nossas rotinas, transformando a experiência de utilização dos telefones inteligentes naquilo que é hoje. Devido a este tipo de conteúdos, a tendência inverteu-se: os ecrãs grandes tornaram-se no standard, ao providenciarem uma visualização mais adequada ao que os utilizadores passaram a procurar. E, de certa forma e salvo raras exceções, ainda é esta tendência que marca a esmagadora maioria do mercado de smartphones existente atualmente, e arriscamos a dizer também futuro.

Apesar deste paradigma, há marcas que arriscam (e bem) e acrescentam nas suas gamas equipamentos mais pequenos do que o que o mercado agora considera "normal": falamos de smartphones com ecrãs entre as 6" e as 6,3", bastante mais confortáveis numa utilização diária do que os seus irmãos com 6,7", por exemplo. Hoje, temos aqui dois excelentes exemplos de espécimes desse género: o Google Pixel 7 e o Samsung Galaxy S22.

Neste comparativo vamos mostrar as semelhanças e as diferenças entre os modelos visados, de forma a escolheres o Android topo de gama mas pequeno que melhor se adequa àquilo que procuras.

Design e construção

Curiosamente, quer a Google quer a Samsung tiveram a mesma ideia, mas com execuções diferentes. Ambas as fabricantes colocaram as câmaras traseiras numa espécie de invólucro de metal, no entanto a empresa americana optou por uma abordagem horizontal, e a coreana por uma abordagem vertical. Sem diferenças práticas, aqui impera apenas o gosto do cliente.

Ambos os modelos usam vidro na traseira e um display plano com um punch hole central para albergar a respetiva câmara. Em comum também é a qualidade de construção, que está num nível elevado, como não poderia deixar de ser em equipamentos desta gama, assim como a certificação IP68. O S22 é mais pequeno e leve que o Pixel 7, podendo assim captar mais a atenção de quem procure preencher apenas este requisito em específico.

Ecrã

Escusado será dizer que, quer o Google quer o Samsung, usam displays OLED de elevada taxa de atualização; no entanto, podemos já aqui indicar uma diferença: enquanto que o primeiro conta com 90 Hz, o modelo coreano oferece 120 Hz. No que ao brilho máximo diz respeito, o vencedor é o mesmo, mas por pouca margem: 1500 nits contra 1400 nits do Pixel. A resolução Full HD é comum aos dois aparelhos, adaptada aos respetivos tamanhos de 6,3" no Pixel 7 e de 6,1" no S22.

Outro aspeto em comum é a presença de sensores de impressão digital debaixo do ecrã nos dois smartphones, mas até neste ponto as similaridades acabam por aí, pois o Pixel usa um sensor ótico, enquanto o rival usa um sensor ultrassónico, com melhores resultados no que à fiabilidade e rapidez de leitura diz respeito.

Câmaras

Lendo apenas as especificações das câmaras presentes em ambos os modelos, parece ser clara a vitória teórica do S22, pelo menos no que a versatilidade diz respeito. Isto deve-se à presença de três sensores, um para cada função: principal com 50 MP, teleobjetiva com 10 MP e 3x de zoom, e ultra grande angular com 12 MP e 120º de campo de visão. Já o Pixel 7 perde a teleobjetiva e fica-se por dois sensores: principal também com 50 MP e ultra grande angular com 12 MP e 114º de campo de visão.

Os resultados no sensor principal são melhores no Pixel, revelando que a fotografia computacional da Google é capaz de resultados sem precedentes. Já o S22 possui uma ultra grande angular muito superior ao seu rival, que chega até a desapontar neste aspeto específico.

Nota ainda para as câmaras frontais de 10 MP, pois apesar do modelo mais pequeno contar com uma lente com focagem automática e o seu rival não, os resultados finais são melhores no Pixel, graças ao seu sensor com maior campo de visão e à preciosa ajuda do algoritmo da Google, mais uma vez.

Processador, RAM e armazenamento

Mais um aspeto em que parece existir um vencedor claro: o Samsung. O seu processador Exynos 2200 é mais poderoso que o Tensor G2 que equipa o Pixel, sendo este último mais otimizado e desenhado para aprimorar tarefas presentes no Android relacionadas com inteligência artificial. No entanto, estamos a falar de processadores de topo, que não deixarão nenhuma tarefa do dia a dia em mãos alheias, e como tal os utilizadores não deverão notar diferenças durante o uso.

Ambos os smartphones contam com 8 GB de memória RAM e opções de armazenamento interno de 128 e 256 GB, não sendo por isso estes fatores diferenciadores na altura da escolha de um dos modelos.

Bateria

No que a autonomia diz respeito, a balança pende para o lado do Pixel 7. A sua bateria com 4355 mAh garante um tempo de utilização maior que a de 3700 mAh que se pode encontrar no S22. Não é de estranhar esta diferença de capacidades, dado que o modelo coreano também é mais pequeno. No entanto, contra si tem também o seu processador mais gastador e um ecrã com 120 Hz, que consome mais energia que o de 90 Hz do Pixel.

Conclusão

Caso estejas em dúvida entre um dos modelos aqui visados para substituir o teu smartphone atual, lamentamos informar que neste comparativo não há um vencedor. Dado o preço mais ou menos semelhante entre o Pixel 7 e o Galaxy S22, é necessário recorrer aos pormenores para tomar uma decisão.

Assim, enquanto o Google ganha em bateria e fotografia com a câmara principal, o Samsung tem melhor display e uma câmara mais versátil, além de ser mais pequeno e ligeiramente mais rápido em tarefas de alta exigência. Sendo ambos equipamentos Android, quer um quer o outro vão integrar-se perfeitamente no mesmo ecossistema. O que podemos garantir é que, independentemente da escolha, irás ficar muito bem servido para os próximos anos.

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