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Mudei para um dobrável: esta é a minha experiência com o Samsung Galaxy Z Fold8

Mudei para um dobrável: esta é a minha experiência com o Samsung Galaxy Z Fold8

Eduardo Silva

por Eduardo Silva

04/09/2026 6 minutos de leitura

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    Opinião Samsung
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    O mercado mobile tem sido inundado com smartphones dobráveis, que de ano têm sido os modelos tecnologicamente mais interessantes graças às inovações das marcas quanto à construção e mecânica associadas ao ecrã dobrável e à estrutura que envolve as partes móveis como as dobradiças.

    A curiosidade sobre estes smartphones é muita, já que, em teoria, oferecem o melhor de dois mundos: oferecem um ecrã interior que, quando aberto, é um verdadeiro tablet, com todos os seus benefícios associados, tanto ao nível do entretenimento como ao nível da produtividade, enquanto que, quando dobrado, regressa a um formato muito familiar aos utilizadores e permite a sua utilização como se de qualquer smartphone estilo "slab" se tratasse (excetuando-se, como é claro, o caso dos modelos "flip").

    Levado pela curiosidade que facilmente contagia um entusiasta de tecnologia, tive a oportunidade de receber para teste e uso pessoal, aquele que é, à data deste artigo, o dobrável da moda: o Samsung Galaxy Z Fold8. O pequeno Samsung em formato de passaporte, que tanto tem dado que falar nos media, tem sido uma bela surpresa por vários motivos, que serão explorados em análise completa a publicar ainda no blog (mantenham-se atentos!).

    Com o artigo de hoje pretendo, no entanto, explorar um pouco mais aquilo que é transitar para um smartphone dobrável (estilo fold), abordando as vantagens que tenho encontrado neste ainda curto caminho, bem como fazer algumas criticas que devem ser consideradas antes de se adquirir um modelo como este.

    Tentando não focar em demasia no modelo que tem sido alvo de teste e que acaba por moldar, com naturalidade, a opinião vertida neste artigo, há que desde já elogiar o Galaxy Z Fold8 por tornar a experiência de transição muito fácil e prometedora. Afinal, estamos a falar de um dobrável que é bastante compacto, eliminando, só de si, o eventual receio que muitos fãs (eu incluído) possam ter relativamente ao tamanho do dispositivo e o espaço que acabaria por ocupar no bolso.

    A verdade é que, em 2026, os smartphones dobráveis possuem construções que procuram não só a resistência e durabilidade, mas também o conforto e o aspeto, sendo bastante finos e cada vez mais apelativos ao nível do design. Abertos, são os smartphones mais finos do mercado (a maior área permite que os componentes incorporados sejam distribuídos ao longo do corpo do dispositivo), enquanto que fechados acabam por possuir espessuras que não andam longe daquilo que vemos de modelos como o Galaxy S26 Ultra ou o iPhone 17 Pro Max.

    Assim, a experiência em 2026 parece indicar que estamos cada vez mais próximos de ter dispositivos dobráveis bastante confortáveis de utilizar em qualquer situação, não sendo mais incómodos que um slab, mesmo tratando-se de pequenos tablets que se dobram, cabem no bolso e possuem um ecrã exterior.

    Por este ecrã exterior também devem passar os devidos elogios. Ainda que o gosto adquirido pelo formato compacto do Galaxy Z Fold8 possa pesar na minha opinião, a verdade é que um ecrã exterior competente torna mais fácil o uso de um dobrável para quem vem de um slab, já que não obriga necessariamente a recorrer ao ecrã interior sempre que pretendemos fazer algo no smartphone.

    A verdade é que, no dia-a-dia que envolve trabalho e sem ter de recorrer ao dispositivo para esse efeito, o smartphone vai passar a maioria do tempo dobrado, pelo que o ecrã exterior será naturalmente o mais utilizado, pelo que a sua versatilidade e a qualidade transmitidas acaba por ter um papel muito importante na experiência de utilização.

    Pois bem, se até aqui falamos de pormenores meramente técnicos, a verdade é que o principal fator atrativo destes modelos é o seu grande ecrã interior e as possibilidades que o mesmo traz consigo, que não existem nos modelos convencionais. Este, é um verdadeiro chamariz, não só para os nossos olhos, que se regalam com um grande ecrã que cabe no nosso bolso de forma incomparavelmente conveniente, mas também para os elogios e curiosidade de todos aqueles que se cruzam connosco, já que, apesar de tudo, um smartphone dobrável desperta o interesse por algo que ainda não é da total confiança do consumidor médio.

    Ver vídeos, séries, ou filmes, jogar ou ler livros no meu smartphone passou a ser uma experiência verdadeiramente premium com a chegada do Galaxy Z Fold8 às minhas mãos. Não há volta a dar: um smartphone dobrável, com o seu ecrã interior, oferece uma experiência muito superior face a um modelo "normal".

    Tendo estes modelos recebido muito investimento das fabricantes, a sua construção tem sido alvo de melhorias significativas ao longo dos anos, sendo que em 2026 estamos perante equipamentos bastante sólidos, com construção premium ao nível dos melhores do mercado, igualmente cativantes ao olho graças a designs modernos e em linha com o portfólio de cada marca.

    Mas nem tudo são boas notícias. Se todos os benefícios destes modelos podem parecer atrativos, a verdade é que existem alguns pontos preocupantes.

    Os modelos dobráveis continuam a ser dispositivos com partes que se movem e um ecrã que dobra, sendo consideravelmente mais frágeis. Este é um ponto que causa algum desconforto, já que a atenção e cuidados são redobrados comparativamente a um outro modelo não-dobrável.

    Se, por um lado, o receio quanto a quedas é generalizado relativamente a todos os smartphones, a verdade é que os modelos dobráveis oferecem outros pontos fracos. O primeiro e mais óbvio passa pelo ecrã interior, que sendo dobrável, é feito de um material flexível composto por vidro e plástico, não apresentando o mesmo nível de rigidez que os ecrãs exteriores apresentam. Isto torna-os vulneráveis até a unhas ou outros toques menos cuidadosos, o que aumenta o risco de dano ao ecrã (ainda que quase todos os modelos cheguem de fábrica protegidos por uma película protetora de plástico).

    Por outro lado, a própria dobradiça requer também atenção do utilizador, já que pode ser um problema em caso de impacto, ou até no caso de penetração de algum tipo de resíduos, que pode danificar não só a dobradiça, como outros componentes como o ecrã interior. A maioria destes equipamentos é apenas certificada com IP48, sendo resistentes à água mas não a poeiras e areias.

    Ainda que, na minha experiência, o cuidado tenha (até hoje) prevenido eventuais acidentes, acabo por manter uma atitude mais defensiva na utilização do smartphone, comparativamente ao modelo que trazia no bolso anteriormente.

    Noutros temas, voltando ao consumo multimédia, apesar de excelente, a navegação entre aplicações pode nem sempre ser a mais suave e consistente. Apesar da presença dos dobráveis no mercado ter já alguns anos, muitas aplicações continuam a não estar totalmente adaptadas aos diversos formatos de ecrã (como é o caso do Instagram), sendo que algumas funcionalidades podem nem sempre funcionar como pretendido.

    Ainda assim, o maior sacrifício que, na minha opinião, o utilizador terá de enfrentar, será relativo às câmaras. Apesar de todo o desenvolvimento em torno das câmaras destes modelos, a verdade é que as fabricantes continuam a não conseguir dar aos dobráveis as mesmas capacidades fotográficas que encontramos nos modelos slab.

    Passando de um Pixel 10 Pro para um Galaxy Z Fold8, a experiência fotográfica acaba por ser uma desilusão. Ainda que consciente da perda de uma câmara telefoto, a verdade é que a capacidade point-and-shoot, mesmo em condições perfeitas, ainda não está ao nível desejado e que será, na verdade, aquele que mais interesse terá ao consumidor.

    Este sacrificio relativamente às câmaras é, inclusive, algo que poderá demover muitos utilizadores deste tipo de dispositivos. Os dobráveis são equipamentos mais caros que os modelos slab topo de gama de cada marca, representando um investimento considerável para o utilizador, que muitas vezes justifica o preço a rondar (ou, como agora é mais comum, a superar) os mil euros de preçário, com o facto de obter uma experiência fotográfica de topo e que, de resto, é um dos principais fatores distintivos de gamas mais baixas.

    Ora, pagar ainda mais do que mil euros (sendo que vários modelos ultrapassam os dois mil euros) por um dispositivo dobrável que nos traz uma experiência fotográfica que simplesmente não está a par das melhores pode demover os possíveis interessados, que apesar de todas as conveniências e maravilhas de um grande ecrã interior e designs compactos possam trazer, poderão continuar a olhar para estes modelos como um nicho, que não justificam a perda de um sistema de câmaras verdadeiramente de topo.

    Para o autor deste artigo, o trade-off acaba por favorecer a escolha deste tipo de dispositivo, já que os seus benefícios acabam por ser mais interessantes do que a necessidade de excelentes capacidades fotográficas no dia-a-dia. Mas para muitos, que pagarão um preço a rondar os dois mil euros, poderá ser uma verdadeira desilusão.

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