A Netflix continua a dar que falar com os novos lançamentos. Numa altura em que o público tem muito por onde escolher, a plataforma tem apostado fortemente na diversidade de géneros, sem nunca descurar das tão amadas minisséries.
É neste fluxo de estreias que surge uma produção que já está a dividir opiniões e prender os espectadores ao ecrã através da exploração de temas como a fé, a liberdade e o isolamento social: Unchosen.

A vida numa comunidade religiosa ultraconservadora
Lançada globalmente a 21 de abril, Unchosen é o mais recente fenómeno da Netflix. Com apenas seis episódios, a produção britânica, criada e escrita por Julie Gearey, rapidamente se tornou a mais vista em Portugal e no mundo inteiro. A trama transporta-nos para o seio de uma comunidade religiosa ultraconservadora, onde a vida de Rosie (Molly Windsor) é subitamente abalada pela chegada de Sam, um fugitivo com um passado obscuro. O confronto entre a rigidez das regras da seita e o caos trazido pelo estranho força Rosie a questionar o seu casamento com Adam (Asa Butterfield) e a sua própria identidade.
Além desses, a minissérie conta com Fra Fee (Rebel Moon), Siobhan Finneran (Happy Valley), Aston McAuley (Restless), e ainda Christopher Eccleston (The Leftovers).
Um sucesso que não convenceu totalmente a crítica

Com uma aprovação de 70% no Rotten Tomatoes e média de 47 no Metacritic, as críticas são divisivas. Para o The Telegraph, a série perde-se ao tentar ser mais do que um drama de personagens: "Unchosen caminha para o território de um thriller fraco, completo com uma perseguição de carros e um rapto ridículo", aponta a publicação.
Já o The Guardian descreve-a como um entretenimento passageiro, mas pouco memorável, notando que, embora seja "suficientemente divertido", o espectador "poderá desejar ter escolhido outras formas de passar as suas quatro horas".