Entre as várias plataformas disponíveis no mercado, a HBO Max tem se revelado a casa do cinema de prestígio, já que todos os lançamentos da Warner Bros. vão lá parar logo. Por isso, neste momento é possível ver o campeão dos Óscares 2026 One Battle After Another, assim como Sinners, o filme mais nomeado da história. Mas nem só de prémios vive o catálogo, já que grandes sucessos como Weapons e A Minecraft Movie também fazem parte da oferta.
Acabado de chegar a plataforma está o muito polémico Wuthering Heights, de Emerald Fennell, que se tornou o filme mais visto da HBO Max em todo o mundo.
Emerald Fennell volta a dar que falar com Wuthering Heights

Este projeto é o terceiro filme de Emerald Fennell, reafirmando o seu estatuto como uma das cineastas mais provocadoras da atualidade. Depois de ganhar um Óscar de argumento original com a sua estreia Promising Young Woman (2020) e dar que falar com o fenómeno viral Saltburn (2023), Fennell traz uma reimaginação da obra homónima de Emily Brontë.
No filme, a ligação inocente entre o órfão Heathcliff (Jacob Elordi) e a jovem Cathy (Margot Robbie) degenera, com o passar dos anos, num amor obsessivo e vingativo. Esta paixão visceral acaba por consumir não só os protagonistas, mas todo o destino da família, conduzindo-os à perdição total. O filme conta ainda com Hong Chau (Nelly Dean), Shazad Latif (Edgar Linton) e Alison Oliver (Isabella) no elenco.
Nem todos os críticos se deixaram levar por esta história de amor...

Estreado nos cinemas em fevereiro deste ano, a obra arrecadou 241, 7 milhões de dólares no mundo inteiro. No Rotten Tomatoes, conta com 57% de aprovação da crítica e alcançou somente 55 de média no Metacritic, porém regista 76% de aprovação do público.
O The Telegraph defende que não se trata apenas de estilo sobre substância, mas sim que "o estilo pode ser a própria substância quando é bem executado", permitindo ao público sair do cinema a "vibrar" com a paixão de Cathy e Heathcliff. Por outro lado, o Screen Daily descreve o filme como "muito eficaz nos seus floreados exuberantes", mas tão elevado que pode parecer "excessivamente sombrio e melodramático", convidando a audiência a sucumbir ao "apelo narcótico" do desejo como uma droga viciante.
Por sua vez, o Collider apresenta a visão mais dura, classificando o filme como uma "história superficial" e uma adaptação que parece feita por "uma adolescente de 14 anos que leu o livro na diagonal e tirou as suas próprias conclusões sem qualquer compreensão real do romance".