O smartphone anda no nosso bolso como item essencial para o nosso dia-a-dia. Cada vez mais imperativo para as nossas necessidades, o nosso dispositivo pessoal torna-se um objeto que se pretende duradouro e fiável.
No momento da compra, muitos procuram obter o melhor produto possível dentro do seu orçamento, sendo que a maioria terá em consideração que pretende obter um smartphone que seja o mais duradouro possível. Apesar dos mais aficionados do mundo tecnológico terem um ciclo de renovação de smartphone relativamente curto, a maioria da população ainda olha para o seu smartphone que deve assegurar 3 a 5 anos.
As próprias marcas estão atentas a essa procura no mercado e cada vez temos smartphones mais resistentes, baterias duradouras e suporte para o sistema operativo prolongado. No entanto, a durabilidade do smartphone parte muito do tipo de uso que lhe é dado pelo próprio utilizador e dos cuidados adoptados desde que é retirado da caixa.
Assim, abaixo vamos listar algumas dicas que consideramos essenciais para que os utilizadores possam extrair dos seus smartphones o máximo de vida possível durante mais tempo.
Manter as atualizações de software em dia

Um smartphone pode estar desgastado no exterior, mas a verdade é que o seu software, se fluído e fiável, vai sempre compelir o utilizador dar continuidade ao seu uso. Nesse sentido, é bastante importante manter o nosso smartphone atualizado ao nível do software.
E aqui cabe considerar três cenários importantes. O primeiro, vai de encontro às atualizações do sistema operativo, que tanto têm dado que falar, com a adoção pelas grandes empresas do mercado Android de ciclos de atualização mais longos, com a Google a subir a fasquia para 7 atualizações ao sistema operativo (para além da versão que vem de caixa) desde a geração Pixel 8.
As atualizações ao sistema operativo permitem às fabricantes implementar novas funcionalidades e melhorar o sistema, tornando-o mais fluído e modernizado, o que beneficia significativamente a sua utilização no longo prazo.
Ainda assim, um smartphone que termine o seu ciclo de atualizações do sistema operativo pode continuar a receber atualizações se o fabricante assim o entender, sendo que a maioria das fabricantes oferece um ciclo de atualizações de segurança mais longo, o que permite que, apesar de não receber as novidades mais apetecíveis, o dispositivo pode continuar a ser utilizado com segurança.
Por outro lado, para se tirar o melhor partido possível também das aplicações que utilizamos, é importante manter as mesmas atualizadas, sempre por via de instalação ou atualização através da Google Play Store, fonte largamente fidedigna das aplicações para os smartphones Android.
Utilizar uma capa
Como referimos supra, a construção dos smartphones é uma preocupação constante para as fabricantes, que rivalizam todos os anos por oferecer uma experiência cada vez melhor, com materiais sofisticados e construções sólidas.
Se alguns procuram resistência a riscos e quebras, outros procuram certificar os seus dispositivos com certificações IP68 e IP69, garantindo que os terminais são capazes de suster um mergulho dispensável em água ou até o encontro com areias indesejáveis.
Não obstante, a durabilidade do chassis dos nossos smartphones e a sua estética geral beneficiará sempre de uma boa capa. Ainda que a beleza dos equipamentos seja, em muitos casos, determinante no momento da compra, a verdade é que a simples adição de uma capa vai proteger a parte exterior do dispositivo contra danos, podendo inclusive significar uma poupança de dezenas ou centenas de euros em reparações de ecrãs e câmaras.
Nem todas são recomendadas, mas para aqueles que assim entenderem, uma proteção de vidro para o ecrã pode ser também uma solução viável para evitar riscos e quebras do ecrã, promovendo, mais uma vez, a longevidade do nosso dispositivo.
Limpar lixo acumulado no hardware
Muitas vezes ignorado, um smartphone exposto a ambientes com poeiras ou, em geral, ambientes de trabalho, estão sujeitos a colecionar lixo nos seus orifícios. O mesmo pode inclusive acontecer mesmo que o utilizador recorra a uma capa para o telemóvel.
Desse modo, é importante fazer uma limpeza exterior e aos orifícios do dispositivo, por forma a limpar os depósitos acumulados em ranhuras como o USB-C ou os altifalantes. Há que ter em consideração, no entanto, a forma de realizar esta limpeza, que deve ser bastante cuidadosa e com as ferramentas certas, de modo a não danificar as componentes do dispositivo.
Apagar aplicações e ficheiros desnecessários

Não só no hardware, mas também no nosso sistema acumulamos lixo digital que vem incomodar o bem-estar geral do nosso dispositivo. Ainda que muitas vezes não seja visível (pelo menos até recebermos um alerta de armazenamento cheio...), a acumulação de aplicações não utilizadas e de ficheiros desnecessários no nosso smartphone vão contra a durabilidade que se procura do mesmo.
Mais aplicações e ficheiros significam espaço utilizado desnecessariamente, sendo que, no caso das primeiras, pode também significar um impacto indesejado no consumo de bateria.
Desse modo, é recomendável fazer periodicamente um check às fotografias, vídeos e aplicações instaladas e livrarmo-nos daquelas que simplesmente estão a mais no nosso dispositivo, reclamando o seu espaço e, quem sabe, libertando recursos para tornar o nosso smartphone.
Um alerta importante também para as aplicações que carregam malware ou publicidades indesejadas. Mais uma vez apelamos a que sejam instaladas no smartphone aplicações de fonte segura e com prioridade à instalação via Google Play Store, para aumentar a probabilidade de utilizarmos uma aplicação fidedigna.
Substituir a bateria
Para muitos, um processo normal. Mas ainda assim, nem todos tomam como primeira opção substituir a bateria do telemóvel. Esta componente está exposta a um nível de desgaste altíssimo e que, a partir de certos níveis, poderá afetar não só a autonomia máxima, como limitar o próprio desempenho do dispositivo.
No entanto, uma bateria desgastada não é necessariamente sinónimo de smartphone em fim de vida. Um smartphone com muito uso diário e vários carregamentos poderá requerer ao fim de dois anos uma bateria nova, sem que o smartphone seja propriamente desatualizado.
Desse modo, antes de considerarmos comprar um novo dispositivo, é importante perceber se o seu desempenho é ainda capaz de responder às nossas capacidades. Uma nova bateria pode duplicar a vida útil de um dispositivo, ficando bem mais em conta do que adquirir um novo.