Foi durante a sua reunião de investidores, citada pelo Android Authority, que a Samsung deixou várias pistas sobre o que os seus utilizadores poderão esperar do próximo ano. Apesar de algumas surpresas, ficaram também promessas claras que poderão captar o interesse, e a atenção, dos consumidores para o portfólio da marca.
A linha S26
O ponto central da apresentação passou pela gama Galaxy S26, prevista para, sem surpresa, a primeira metade de 2026. A Samsung falou em “experiências de IA agentic de nova geração”, suportadas por um processador personalizado de segunda geração. Ou seja, e no seguimento dos nossos últimos artigos, em vez de termos meia dúzia de atalhos de IA espalhados por aplicações diferentes, a promessa é uma camada mais profunda, que antecipa, ajuda e executa tarefas com menos fricção.
Do lado das câmaras, a empresa também não ficou em silêncio, onde referiu melhorias e novos sensores. Do que se sabe estas melhorias, contudo, parecem corresponder mais ao modelo Ultra do que os ademais. Este irá manter o sensor de 200MP, com possíveis ajustes como uma abertura mais ampla para ajudar em baixa luz. Se isto se confirmar, é o padrão que já vimos: o Ultra a carregar o peso da inovação “fotográfica” e o resto da linha a viver de refinamentos e software.
Smartphones finos irão continuar
Este foi dos pontos curiosos, já que os rumores dão conta de avanços e recuos no eventual S26 Edge. A empresa promete, contudo, smartphones mais finos e leves o que poderá, apesar de tudo, dizer respeito à gama principal e não a um eventual novo Edge, já que rumores dão conta de que a empresa teve como preocupação modelos mais finos.
Um novo dobrável e os primeiros óculos inteligentes

Se 2024 ficou marcado pelo Galaxy Ring e pelo Galaxy Fold Special Edition, e 2025 pelo Galaxy XR e pelo Galaxy TriFold, 2026 promete ser, também ela, um ano de experimentação. A empresa confirmou, de forma clara, um forte alinhamento na sua estratégia de dobráveis, com a intenção de explorar novos formatos. Este posicionamento parece antecipar aquilo que já temos vindo a reportar: um futuro foldable mais largo, em formato de livro, pensado para uma utilização mais próxima de um tablet compacto do que de um smartphone tradicional.
Os wearables não ficam esquecidos neste plano. Em particular, os relógios inteligentes continuam a ser uma aposta central, com a Samsung a referir novas soluções de saúde alimentadas por IA, o que reforça a ambição de transformar estes dispositivos em verdadeiras plataformas de monitorização contínua, e não apenas em acessórios complementares ao smartphone.

Ainda dentro da categoria de wearables, surgem os óculos inteligentes, que a marca deixou antever em dezembro, aquando da apresentação do Galaxy XR. Em parceria com a Google, a Samsung deverá apostar no Android XR como base para integrar dois modelos distintos de óculos inteligentes no seu portefólio de produtos.
Aqui, os rumores ajudam a preencher os espaços em branco: os primeiros óculos, esperados para uma fase inicial, deverão chegar sem ecrã de realidade aumentada, focando-se numa experiência mais discreta e funcional. Já o segundo modelo, apontado para 2027, deverá então integrar AR de forma plena, marcando um passo mais ambicioso na estratégia da marca para este novo segmento.