As primeiras 48H com o Samsung Galaxy S26 Ultra

Com o lançamento oficial a aproximar-se, trago-te quais foram as primeiras impressões com este equipamento que promete (demasiada) filosofia.

As primeiras 48H com o Samsung Galaxy S26 Ultra

Com o Unpacked a ter acontecido no final de fevereiro e a família Galaxy S26 a começar a chegar às mãos dos consumidores, chegou o momento de perceber até que ponto as promessas da Samsung se concretizam e se, sobretudo, o Galaxy S26 Ultra continua a justificar o nome que carrega.

Com muito ainda por descobrir, estas são as minhas primeiras impressões após dois dias de utilização com o Galaxy S26 Ultra.

O primeiro contacto

Tendo optado pela cor cinzenta, foi com agrado que vi a Samsung reutilizar a tonalidade apresentada anteriormente no Galaxy S25 Edge e também no Galaxy Z Fold 7. Na verdade, tendo feito a review do S25 Ultra e do Edge, foi com alguma surpresa que encontrei neste S26 Ultra o mesmo cuidado no acabamento.

Existe aqui uma continuidade clara na linguagem de design da marca: um módulo de câmara mais pronunciado (algo que já tinha sido explorado no Edge) aliado a um corpo que continua relativamente fino e leve para aquilo que oferece. O Galaxy S26 Ultra adapta-se muito bem à palma da mão graças às suas arestas mais arredondadas. Ainda assim, continuo a desejar que a empresa avance um dia para uma filosofia de design de corpo mais unificado, semelhante ao que vemos na Apple ou na Google. Percebo, contudo, a necessidade da Samsung preservar parte da identidade herdada da linha Note, com as suas arestas características e a presença da S Pen.

A primeira configuração foi também um bom teste ao novo Snapdragon Elite 8 Gen 5 for Galaxy. Durante todo o processo de transferência de aplicações e configuração inicial, o desempenho manteve-se extremamente fluido. Aliado a isso está também a nova câmara de vapor para dissipação térmica, que parece cumprir bem o seu papel. Mesmo com múltiplas aplicações a instalar e a sincronizar em segundo plano, o equipamento manteve-se com temperaturas bastante controladas.

A bateria também deixou uma boa primeira impressão. Durante todo este processo inicial de configuração, o consumo mostrou-se relativamente estável, e foi particularmente notório o comportamento em suspensão, onde o telemóvel parece conseguir preservar melhor a carga.

As primeiras 48 horas

Após uma carga completa, comecei finalmente a usar o equipamento no dia a dia, já depois da habitual maratona de voltar a iniciar sessão em dezenas de aplicações. Durante este período optei por manter praticamente todas as definições de fábrica inalteradas. Aproveitei, contudo, para testar algumas funcionalidades específicas: o novo Ecrã de Privacidade, algumas fotografias rápidas e, claro, explorar certas opções associadas à Galaxy AI.

Sendo este um dos lançamentos mais controversos da Samsung nos últimos tempos, muito por culpa das fugas de informação contraditórias e também de uma concorrência chinesa cada vez mais agressiva no segmento Ultra, com marcas como Xiaomi, OPPO, Honor ou Vivo, senti que este modelo exigia uma atenção redobrada da minha parte. Não apenas enquanto entusiasta de tecnologia, mas também enquanto utilizador comum que quer um equipamento capaz em todas as frentes.

Foi precisamente por isso que a minha maior curiosidade nestas primeiras 48 horas não foram as câmaras, algo que até me surpreendeu, mas sim o novo Filtro de Privacidade e o impacto que poderia ter na qualidade do ecrã.

O novo Filtro de Privacidade

Havia alguma preocupação online de que esta funcionalidade pudesse comprometer a experiência visual. Felizmente, pelo menos nas primeiras impressões, isso não parece acontecer. É verdade que a Samsung alterou ligeiramente o seu famoso tratamento antirreflexo. A própria empresa já confirmou que a nova camada é menos agressiva, algo que se nota sobretudo quando o ecrã está desligado. Ainda assim, o Galaxy S26 Ultra continua a apresentar um bom controlo de reflexos. Mesmo com o Filtro de Privacidade ativo, a leitura do conteúdo no ecrã mantém-se bastante confortável.

Num dos testes acabei inclusive por me esquecer de que tinha o filtro ativado. Só reparei porque o brilho parecia mais estável do que o habitual. Quando pedi a várias pessoas ao meu lado para avaliarem a eficácia do filtro, as conclusões foram bastante consistentes: quem está afastado ou num ângulo entre os 35 e os 45 graus dificilmente consegue ver o conteúdo do ecrã. À medida que alguém se aproxima ou se posiciona mais diretamente ao lado, torna-se naturalmente possível perceber parte da informação. Tudo depende muito da posição de utilização.

Existe ainda um modo de proteção máxima, que escurece ligeiramente mais o ecrã e intensifica o efeito de privacidade. Aqui os resultados tornam-se ainda mais consistentes mas impacta o brilho geral do ecrã. Curiosamente, a leitura mantém-se bastante confortável. Em certos momentos, a sensação visual chega mesmo a lembrar ligeiramente um painel e-ink, algo que, combinado com a nova One UI 8.5, com ícones redesenhados, novas sombras e animações mais refinadas, cria uma experiência bastante agradável.

Ainda assim, esta é claramente uma tecnologia que continuará a evoluir. É também uma funcionalidade cujo impacto poderá variar bastante de utilizador para utilizador, especialmente na leitura de texto.

Software e câmaras

Pode parecer estranho juntar estes dois pontos, mas neste modelo o software tem um papel muito importante na experiência fotográfica.

A nova versão da One UI introduz várias melhorias na aplicação de câmara. Algumas dessas novidades deverão chegar também a modelos anteriores — a linha Galaxy S25 ainda se encontra em programa Beta — mas no S26 Ultra surgem já plenamente integradas.

Com sensores mais luminosos, a aplicação principal passa a oferecer mais controlos ao utilizador. A Expert RAW ganha também novas opções, e o Assistente de Câmara recebe funcionalidades adicionais. Uma das mais interessantes é a possibilidade de controlar a velocidade de foco, permitindo evitar imagens tremidas em determinadas situações. Outro destaque vai para o Bloqueio de Horizonte, que faz exatamente aquilo que promete: manter a gravação estabilizada e alinhada, mesmo quando o utilizador se move. E fá-lo sem perda perceptível de qualidade.

Quanto às câmaras em si, ainda é cedo para conclusões definitivas. Contudo, já antevejo que a Samsung poderá lançar atualizações nas próximas semanas ou meses para afinar melhor a calibração das novas aberturas da lente principal e da teleobjetiva de 5x.

Mais alguma coisa?

Não sinto que o Galaxy S26 Ultra seja uma revolução completa. No entanto, parece-me claramente um dos smartphones mais preparados para o futuro, especialmente tendo em conta a aposta da Samsung na chamada Agentic AI.

Também reconheço que, para muitos utilizadores, o modelo do ano passado poderá continuar a ser uma excelente alternativa. Ainda assim, este novo Ultra traz melhorias que estava longe de esperar:

  • um ecrã com funcionalidade utilizável,
  • câmaras com novos sensores e opções de captura,
  • colunas redesenhadas,
  • uma antena extra de NFC,
  • melhor capacidade a processar fotografia nas opções de 200 MP, 50 MP e 24 MP (finalmente).

No vídeo, as possibilidades também são vastas. Sendo criador de conteúdos, foi particularmente interessante ver o smartphone lidar sem dificuldades com gravação em LOG, aplicação de filtros, redução de ruído e edição direta no dispositivo. Tudo isto sem aquecer ou apresentar quebras de desempenho. O novo processador tem, sem dúvida, um papel importante aqui.

No final destas primeiras 48 horas, continuo cauteloso nas conclusões. Mas este pode muito bem ser um daqueles equipamentos que acaba por surpreender, especialmente depois do meu ceticismo inicial. E acreditem, ele existia. Mas deixarei isso para a review para perceber até que ponto a filosofia da marca se aguenta.

A redação destas primeiras impressões ao Samsung Galaxy S26 Ultra é possível graças ao apoio da CeX - We Buy. Obrigado à CeX por esta parceria que nos permite trazer-te conteúdo sobre as últimas inovações do mundo Android em português!

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