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Google Pixel 11 Pro vs Pixel 10 Pro: o que mudou e vale a pena atualizar?

Google Pixel 11 Pro vs Pixel 10 Pro: o que mudou e vale a pena atualizar?
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O Pixel 11 Pro chegou como o mais recente topo de gama compacto da Google, mantendo boa parte da fórmula do Pixel 10 Pro, mas trazendo algumas melhorias importantes. Entre as novidades estão o Tensor G6, um ecrã mais brilhante, uma teleobjetiva melhorada, carregamento sem fios mais rápido e o sistema HiLight.

Nem tudo, porém, evoluiu: a bateria ficou ligeiramente menor e a versão de entrada perdeu memória RAM. Mas será que estas mudanças são suficientes para justificar a troca? Vamos comparar os dois modelos.

Design e construção

Visualmente, os dois smartphones mantêm uma identidade bastante semelhante, com a conhecida barra horizontal das câmaras na traseira, estrutura em alumínio e vidro Gorilla Glass Victus 2. Ambos contam ainda com certificação IP68 contra água e poeira. 

O Pixel 11 Pro acrescenta um revestimento antirriscos no vidro frontal que, segundo a Google, oferece mais do dobro da resistência a riscos face à geração anterior. Outra novidade é o HiLight, um sistema de luzes LED junto ao flash que utiliza diferentes cores e padrões para mostrar algumas informações sem ser necessário olhar para o ecrã, como chamadas de contactos escolhidos ou determinadas interações com o Gemini.

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As dimensões também mudaram ligeiramente. O Pixel 11 Pro mede 152,7 x 71,9 x 8,4 mm e pesa 204 gramas, enquanto o Pixel 10 Pro tem 152,8 x 72 x 8,6 mm e 207 gramas. Na prática, são diferenças pequenas, mas o sucessor consegue ser um pouco mais fino e leve.

Ecrã

As diferenças são igualmente discretas no ecrã. Os dois utilizam um painel Super Actua LTPO OLED de 6,3 polegadas, com resolução de 1280 x 2856 píxeis e taxa de atualização adaptativa entre 1 e 120 Hz. Quem preferir um painel maior encontra ainda as variantes Pro XL nas duas gerações, com cerca de 6,8 polegadas.

Ecrã do Pixel 10 Pro (esquerda) e do Pixel 11 Pro (direita)

A principal melhoria está no brilho. O Pixel 10 Pro consegue atingir 3300 nits de pico, enquanto o Pixel 11 Pro sobe para 3600 nits. Não é uma diferença enorme, mas deverá ajudar na utilização em ambientes muito iluminados ou diretamente sob o sol.

Processador e memórias

O Pixel 11 Pro estreia o Tensor G6, acompanhado pelo coprocessador de segurança Titan M3, enquanto o Pixel 10 Pro utiliza o Tensor G5 e o Titan M2. Segundo a Google, o Tensor G6 traz um CPU melhorado, com navegação na Web 25% mais rápida e abertura de aplicações 15% mais rápida, além de oferecer 50% mais capacidade de processamento na TPU. As tarefas de IA executadas no dispositivo também podem ser até 3,5 vezes mais rápidas, consumindo até 3,5 vezes menos energia.

Há, no entanto, uma mudança curiosa na memória. O Pixel 10 Pro foi lançado com 16 GB de RAM em todas as versões, acompanhado por 128 GB, 256 GB, 512 GB ou 1 TB de armazenamento. Já o Pixel 11 Pro eliminou os 128 GB e começa nos 256 GB, mas com 12 GB de RAM. Para obter 16 GB, é necessário escolher as versões de 512 GB ou 1 TB.

Ou seja, a geração atual ganha um processador mais avançado e duplica o armazenamento mínimo, mas quem escolher a configuração mais barata acaba por ficar com menos RAM do que no Pixel 10 Pro.

Câmaras

À primeira vista, pouco mudou: os dois apresentam uma configuração tripla com 50 MP na principal, 48 MP na ultrawide e 48 MP na teleobjetiva com zoom ótico de 5x. A câmara frontal também continua com 42 MP e focagem automática.

Olhando para os sensores, porém, aparecem algumas diferenças. A câmara principal mantém praticamente o mesmo hardware, com sensor de 1/1,3 polegadas e abertura f/1.68. A ultrawide recebe apenas uma alteração ligeira no tamanho do sensor, passando de 1/2,55 para 1/2,51 polegadas. A maior evolução está mesmo na teleobjetiva: apesar de continuar nos 48 MP e zoom ótico de 5x, o sensor cresce de 1/2,55 para 1/1,95 polegadas, o que deverá permitir captar mais luz. 

O alcance máximo também aumenta. O Pixel 10 Pro oferece zoom até 100x, enquanto o Pixel 11 Pro atinge os 120x. Na gravação de vídeo, ambos suportam 8K a 30 fps.

Bateria e carregamento

Curiosamente, a bateria ficou ligeiramente menor. O Pixel 11 Pro tem 4850 mAh, contra 4870 mAh no Pixel 10 Pro, uma diferença de apenas 20 mAh que, por si só, deverá ter pouco impacto na utilização diária. 

No carregamento com fios, praticamente nada mudou: ambos chegam aos 55% em cerca de 30 minutos com um carregador de 30 W ou superior. A verdadeira evolução está no carregamento sem fios, que sobe dos 15 W com Qi2 no Pixel 10 Pro para 25 W com Qi2.2 no Pixel 11 Pro, mantendo o sistema magnético Pixelsnap.

Sistema e atualizações

O Pixel 11 Pro chega de fábrica com o Android 17, enquanto o Pixel 10 Pro foi lançado com Android 16. Ainda assim, o aparelho de 2025 também pode receber o Android 17, cuja distribuição para os Pixel compatíveis começou em junho de 2026.

Em termos de suporte, ambos têm direito a sete anos de atualizações do sistema operativo, segurança e novas funcionalidades do Pixel. Como chegou ao mercado um ano depois, o Pixel 11 Pro terá naturalmente suporte durante mais tempo.

A geração mais recente também estreia algumas funcionalidades próprias, como o Gemini Intelligence e Captura Mágica, reforçando a aposta da Google na inteligência artificial.

Preços

Em Portugal, o Pixel 11 Pro começa nos 1219 €, já com 256 GB de armazenamento. A versão de 128 GB deixou de existir nesta geração.

O Pixel 10 Pro, por sua vez, chegou ao mercado português por 1119 €, na versão de 128 GB. Isto significa que o preço de entrada aumentou 100 € de uma geração para a outra, embora o Pixel 11 Pro também ofereça o dobro do armazenamento logo na configuração base.

A comparação de preços não é, por isso, totalmente direta: é preciso pagar mais para entrar na gama Pro deste ano, mas os 256 GB passam a ser o ponto de partida.

Vale a pena atualizar?

O Pixel 11 Pro é claramente o aparelho mais avançado, mas a evolução não é tão grande como a mudança de geração pode sugerir. O ecrã fica um pouco mais brilhante, o Tensor G6 melhora o desempenho e o processamento de IA, a teleobjetiva recebe um sensor maior e o carregamento sem fios passa para 25 W. O HiLight e as novas funcionalidades de inteligência artificial também ajudam a diferenciá-lo do antecessor.

Por outro lado, o Pixel 10 Pro continua muito próximo em várias áreas. Tem o mesmo tamanho e resolução de ecrã, uma câmara principal praticamente igual, a mesma velocidade de carregamento com fios e até oferece 16 GB de RAM na versão mais barata, contra 12 GB no Pixel 11 Pro de 256 GB. A bateria também é ligeiramente maior, embora a diferença seja mínima.

Para quem já tem um Pixel 10 Pro, a troca pelo Pixel 11 Pro dificilmente será indispensável, a menos que dê bastante importância às melhorias na teleobjetiva, ao carregamento sem fios mais rápido ou às novas funcionalidades exclusivas. Para quem vai comprar um dos dois agora, o Pixel 11 Pro é a opção mais completa e terá mais tempo de suporte pela frente, mas um Pixel 10 Pro com um bom desconto continua a ser uma alternativa bastante interessante.

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