Google Pixel 11 vs Pixel 10: o que mudou na nova geração?
A Google apresentou o Pixel 11 com várias melhorias face ao Pixel 10, embora sem mudar por completo a fórmula da geração anterior. O novo modelo mantém o ecrã OLED de 6,3 polegadas com 120 Hz e uma configuração de três câmaras traseiras, mas estreia o Tensor G6, melhora a câmara principal, aumenta a autonomia anunciada e abandona finalmente os 128 GB de armazenamento.
Para quem já tem um Pixel 10, a questão passa por perceber se estas mudanças são suficientes para justificar uma atualização. Vamos ver o que mudou e se o Pixel 11 traz novidades suficientes para compensar a troca.
Câmara principal recebe um sensor maior
O Pixel 10 marcou uma mudança importante ao tornar-se o primeiro modelo base da linha a receber três câmaras traseiras, combinando um sensor principal de 48 MP, uma ultrawide de 13 MP e uma teleobjetiva de 10,8 MP com zoom ótico de 5x.
O Pixel 11 mantém praticamente a mesma configuração, mas melhora precisamente a câmara mais utilizada: a principal continua nos 48 MP, mas o sensor passa de 1/2 polegadas para 1/1,56 polegadas. Segundo a Google, esta mudança permite obter uma sensibilidade à luz 56% superior, o que deverá ajudar especialmente em fotografias captadas durante a noite ou em ambientes pouco iluminados.

A ultrawide de 13 MP e a teleobjetiva de 10,8 MP mantêm sensores e aberturas semelhantes aos do Pixel 10. Ainda assim, o alcance máximo do zoom aumenta: enquanto o modelo anterior chegava aos 20x, o Pixel 11 passa a oferecer Super Zoom até 30x. A câmara frontal também continua com 10,5 MP, pelo que a principal evolução de hardware está mesmo concentrada no sensor principal.
Barra das câmaras fica mais discreta
O design geral não mudou radicalmente, mas a Google refinou a traseira do novo modelo. A barra das câmaras do Pixel 11 foi redesenhada e tem uma saliência mais de 40% mais fina do que a utilizada no Pixel 10, tornando o módulo menos pronunciado.

Apesar desta alteração, as dimensões gerais mantêm-se praticamente iguais, nos 152,8 x 72 x 8,6 mm. Há, no entanto, uma pequena diferença no peso. O Pixel 11 fica pelos 197 gramas, contra os 204 gramas do Pixel 10, uma redução de sete gramas.
Tensor G6 traz mais desempenho
Por dentro, a principal novidade é o Tensor G6, que substitui o Tensor G5 utilizado no Pixel 10. A Google afirma que o novo processador consegue ser até 20% mais eficiente, além de oferecer navegação na Web até 25% mais rápida e carregamento de aplicações 15% mais rápido. A TPU dedicada à inteligência artificial também recebeu melhorias, com mais capacidade de processamento e maior largura de banda de memória.

O objetivo continua a não ser competir apenas pelos números de benchmarks com os processadores mais rápidos da Qualcomm ou MediaTek, mas tirar maior partido das funcionalidades próprias da Google e do Gemini. O Pixel 11 chega também de fábrica com o Android 17, enquanto o Pixel 10 foi lançado com Android 16, embora ambos tenham direito a sete anos de atualizações de sistema operativo e de segurança.
Mais autonomia e carregamento sem fios mais rápido
A capacidade da bateria praticamente não muda: são 4985 mAh no Pixel 11, contra 4970 mAh no Pixel 10. Ainda assim, a Google passa a anunciar mais de 30 horas de autonomia no novo modelo, enquanto no antecessor a promessa era de mais de 24 horas. Parte desta diferença deverá estar relacionada com as melhorias de eficiência do Tensor G6 e com otimizações de software.

No carregamento com fios não há uma evolução significativa, já que ambos conseguem chegar aos 55% em cerca de 30 minutos com um carregador compatível de 30 W ou superior. A mudança está no Pixelsnap: o carregamento sem fios passa dos 15 W do Pixel 10 para até 25 W no Pixel 11, agora com certificação Qi2.2. A própria Google anuncia um carregamento sem fios 25% mais rápido na nova geração.
Pixel 11 começa agora nos 256 GB
Outra mudança importante está no armazenamento. A versão de 128 GB deixou de existir, pelo que o Pixel 11 começa diretamente nos 256 GB e pode chegar aos 512 GB. A memória RAM continua nos 12 GB, tal como acontecia no Pixel 10. Este é um avanço particularmente bem-vindo numa altura em que fotografias, vídeos e aplicações ocupam cada vez mais espaço.
Preços e disponibilidade
Em Portugal, o Pixel 11 de 256 GB custa 1019 € e já está disponível para pré-encomenda, com chegada prevista para 20 de agosto. Para comparação, o Pixel 10 chegou ao mercado português em 2025 por 919 € na versão de 128 GB e 1019 € na de 256 GB.

Ou seja, embora o preço mínimo tenha aumentado 100 € de uma geração para a outra, a comparação direta entre versões com a mesma capacidade mostra algo diferente: o Pixel 11 de 256 GB custa exatamente o mesmo que o Pixel 10 de 256 GB custava no lançamento.
Vale a pena atualizar?
Olhando apenas para as especificações, o Pixel 11 parece ser mais uma evolução do que uma renovação completa. A melhoria mais relevante está na câmara principal, acompanhada pelo novo Tensor G6, maior autonomia, carregamento sem fios mais rápido e o dobro do armazenamento na versão de entrada.
Por outro lado, o ecrã mantém praticamente as mesmas características, duas das três câmaras traseiras pouco mudaram e até o carregamento com fios continua igual.
Para quem já utiliza um Pixel 10, as novidades parecem pouco suficientes para tornar a troca indispensável, sobretudo com apenas um ano de diferença entre os dois modelos. Já para quem vem de um Pixel mais antigo, o conjunto de melhorias acumuladas torna o Pixel 11 uma atualização bastante mais significativa.
SÊ O PRIMEIRO A COMENTAR