Samsung Galaxy Watch Ultra2 vs Galaxy Watch Ultra: bateria maior e novo chip justificam a troca?
A Samsung apresentou o Galaxy Watch Ultra2 como o sucessor do seu smartwatch mais avançado, mantendo o visual robusto da primeira geração, mas introduzindo mudanças importantes no interior.
O modelo chega com um corpo mais fino, bateria de maior capacidade e um novo processador Snapdragon Wear Elite, além de várias melhorias relacionadas com saúde e atividade física.
Apesar de a aparência continuar bastante familiar, as alterações fazem do Galaxy Watch Ultra2 uma atualização mais relevante do que a anterior. Mas será que são suficientes para justificar a troca?
Design e ecrã
O Galaxy Watch Ultra2 mantém a caixa de 47 mm construída em titânio, mas ficou mais fino do que o Galaxy Watch Ultra. A espessura passou para 10,7 mm, uma redução de aproximadamente 12% face aos 12,1 mm do modelo anterior.
O peso, por outro lado, mantém-se praticamente ao mesmo nível. A redução da espessura deverá, no entanto, tornar o relógio mais confortável para utilizar durante longos períodos.

A Samsung também reduziu as margens em redor do ecrã, permitindo aumentar ligeiramente o painel circular OLED de 1,5 para 1,52 polegadas. A maior evolução está no brilho máximo, que agora chega aos 5.000 nits, facilitando a leitura das informações mesmo sob luz solar direta.
A resistência também continua a ser um dos pontos fortes. O Galaxy Watch Ultra2 mantém proteção contra água, poeiras e impactos, com resistência à água até 50 metros e funcionalidades específicas para mergulho recreativo. O relógio consegue funcionar como computador de mergulho, apresentando informações como profundidade, duração da atividade e temperatura da água.
Pulseiras
A Samsung também mexeu nas pulseiras. O novo modelo utiliza uma versão mais fina, com a espessura a passar de 2,9 mm para 1,9 mm, resultando numa redução de cerca de 25% no peso da própria pulseira.

O Galaxy Watch Ultra2 chega com três opções: Marine, fabricada em silicone e direcionada para desporto e atividades aquáticas; Peakform, com um visual mais elegante e semelhante ao couro; e Trail, em tecido e pensada para caminhadas e utilização durante o sono.
A boa notícia para quem já tem o Galaxy Watch Ultra é que o sistema de encaixe não foi alterado. Assim, as pulseiras da geração anterior continuam a ser compatíveis com o novo modelo.
Desempenho e funcionalidades
O Galaxy Watch Ultra2 é equipado com o Snapdragon Wear Elite, que promete melhorias no desempenho geral, na resposta aos comandos e na velocidade de abertura das aplicações.
A Samsung reforçou o conjunto de funcionalidades relacionadas com saúde. Uma das novidades é a aplicação Vitals, que funciona como um painel para acompanhar diferentes indicadores e identificar possíveis alterações nos dados recolhidos pelo relógio.

A ferramenta analisa métricas como frequência cardíaca, variabilidade da frequência cardíaca (HRV), frequência respiratória, temperatura da pele e oxigénio no sangue. Para apresentar resultados mais consistentes, precisa de recolher dados durante pelo menos sete dias para estabelecer uma referência individual.
O Galaxy Watch Ultra2 passa ainda a disponibilizar um novo Heart Health Score, que apresenta uma estimativa relacionada com a saúde cardíaca, além de acompanhar a carga cardiovascular diária.
Outro recurso é o Fitness Index, que combina dados como VO2 Max, frequência cardíaca, número de passos e tempo de atividade para ajudar a perceber se o utilizador deve aumentar o esforço ou optar por descansar.

Para quem pratica atividades aquáticas, o relógio mantém as funcionalidades de mergulho, enquanto o sistema também pode apresentar alertas de hidratação quando estima que o utilizador está a perder demasiado líquido através da transpiração. Esta última funcionalidade é baseada numa estimativa, já que o dispositivo não possui um sensor de suor.
Tal como acontece com outros modelos da linha Galaxy Watch, o Galaxy Watch Ultra2 não é compatível com iPhone. Embora possa ser emparelhado com smartphones Android, algumas funcionalidades, como o ECG e a monitorização da pressão arterial, continuam limitadas aos equipamentos Samsung Galaxy.
Bateria
É na bateria que o Galaxy Watch Ultra2 apresenta uma das maiores diferenças face ao antecessor. A capacidade passou dos 590 mAh do Galaxy Watch Ultra para uns impressionantes 800 mAh no novo modelo, um aumento de cerca de 35%.

O crescimento é particularmente relevante porque acontece ao mesmo tempo que a Samsung conseguiu reduzir a espessura da caixa. Combinada com o novo processador, a bateria maior deverá proporcionar uma autonomia significativamente superior.
A duração real dependerá, naturalmente, da utilização e das funcionalidades ativadas, mas a combinação entre a maior capacidade e o novo chip coloca o Galaxy Watch Ultra2 numa posição mais interessante para quem considera a autonomia uma prioridade.
Preço
Nos Estados Unidos, o Galaxy Watch Ultra2 chega por US$ 699, mais US$ 50 do que o preço inicial de US$ 649 do Galaxy Watch Ultra.
Em Portugal, a diferença entre as duas gerações é ainda mais evidente. O Galaxy Watch Ultra2 está atualmente em pré-venda por 749,90 €, enquanto o Galaxy Watch Ultra pode ser encontrado na loja oficial da Samsung por 549,90 €.
Vale a pena trocar?
Se já tem um Galaxy Watch Ultra, a troca depende sobretudo da importância que dá às novas funcionalidades. O Galaxy Watch Ultra2 oferece um corpo mais fino, uma bateria muito maior, um processador mais recente e um conjunto mais completo de ferramentas relacionadas com saúde e atividade física.
Ainda assim, o Galaxy Watch Ultra continua a ser um smartwatch bastante completo e, com uma diferença de 200 €, pode representar uma escolha mais interessante em termos de relação entre preço e funcionalidades.

Para quem procura um primeiro smartwatch topo de gama da Samsung, o Galaxy Watch Ultra2 é claramente a opção mais completa e preparada para o futuro, representando uma evolução mais substancial do que a atualização anterior.
No entanto, a diferença de preço faz com que o Galaxy Watch Ultra continue a ser uma alternativa muito competitiva. No fim de contas, a troca faz mais sentido se a maior autonomia e os novos recursos de saúde forem prioridades para si.
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