Google Fitbit Air vs Fitbit Edge vs Pixel Watch 5: qual escolher?

O Fitbit Air, o Fitbit Edge e o Pixel Watch 5 representam três formas bem diferentes de acompanhar a saúde e a atividade física. A Google aposta numa pulseira discreta e sem ecrã, numa opção intermédia com mais ferramentas para treinos e num smartwatch completo, pensado para quem procura algo além da monitorização.
Apesar de partilharem várias tecnologias e a integração com o Google Health, as diferenças vão muito além do design. A possibilidade de consultar informações no pulso, utilizar aplicações, acompanhar exercícios e até passar vários dias sem carregar são alguns dos pontos que ajudam a perceber qual compensa mais.
Design e ecrãs
O Fitbit Air é o mais discreto dos três. Não tem ecrã e pesa apenas 12 gramas com a bracelete, sendo uma boa opção para quem pretende acompanhar a saúde sem ter notificações ou outras distrações no pulso. O formato compacto também favorece o conforto durante o sono e existem várias braceletes para adaptar o visual.



O Fitbit Edge segue uma proposta diferente. Conta com um painel AMOLED de 1,34 polegadas, estrutura em alumínio reciclado e um botão físico lateral. Pesa 17,7 gramas sem bracelete e tem apenas 11,58 mm de espessura, mantendo um corpo relativamente pequeno, mas com espaço para consultar informações sem recorrer constantemente ao telemóvel.
Já o Pixel Watch 5 aposta num formato circular e está disponível em 41 e 45 mm, com pesos de 31 e 36,7 gramas, respetivamente, sem bracelete. O ecrã AMOLED LTPO Actua 360 atinge 3.000 nits de brilho máximo e está protegido por Gorilla Glass 5. Os três resistem à água até 50 metros, mas o Edge e o relógio acrescentam certificação IP68.
Saúde e acompanhamento de exercícios
Apesar da simplicidade, o Fitbit Air consegue monitorizar continuamente a frequência cardíaca, os níveis de oxigénio no sangue (SpO2), a temperatura da pele e as diferentes fases do sono. Também deteta atividades automaticamente e pode emitir alertas relacionados com fibrilação auricular. O principal limite está na ausência de GPS integrado e ECG, além de depender do telemóvel para consultar os resultados.

O Edge acrescenta precisamente algumas dessas funções. Tem GPS próprio, altímetro e sensores para realizar eletrocardiogramas, além de apresentar métricas durante os treinos. A Google promete uma localização até 40% mais precisa do que no Charge 6 e melhorias na deteção automática de exercícios, tornando-o uma alternativa interessante para quem corre, caminha ou pratica desporto regularmente.
No Pixel Watch 5, o conjunto é ainda mais completo. Há GPS de dupla frequência, ECG, SpO2, medição da temperatura da pele e um sensor cEDA para acompanhar respostas do corpo relacionadas com o stress. É a proposta mais direcionada a quem quer reunir dados de saúde, treino e recuperação no mesmo equipamento.

Os três utilizam a aplicação Google Health e podem tirar partido do Google Health Coach, que recorre ao Gemini para criar recomendações personalizadas. Algumas funcionalidades exigem uma subscrição do Google Health Premium, pelo que nem tudo está incluído apenas com a compra.
Funções inteligentes e conectividade
É aqui que o Pixel Watch 5 ganha uma vantagem clara. Com Wear OS 7, processador Snapdragon W5 Gen 2 Accelerated e 64 GB de armazenamento, permite instalar aplicações, utilizar o Google Maps, pagar através do Google Wallet e fazer chamadas. Existem ainda versões com LTE, além de suporte para Wi-Fi, Bluetooth 6.0 e NFC.

O Fitbit Edge não chega tão longe, mas também não se limita à monitorização. Permite receber notificações, responder rapidamente a mensagens, controlar música e consultar indicações de navegação. Em contrapartida, não tem NFC para pagamentos, microfone ou altifalante, ficando atrás do relógio em versatilidade.
O Air dispensa praticamente todas essas funcionalidades para se concentrar na recolha de dados. Outro detalhe importante está na compatibilidade: as duas pulseiras funcionam com Android e iPhone através do Google Health, já o Pixel Watch 5 exige um telemóvel Android.
Autonomia e carregamento
Tanto o Fitbit Air como o Edge prometem até sete dias de bateria. No segundo, a duração desce para cerca de dois dias quando o ecrã está sempre ligado. Ambos conseguem recuperar energia suficiente para um dia de utilização com apenas cinco minutos de carregamento, e uma carga completa demora aproximadamente 90 minutos.

O Edge tem ainda uma vantagem pouco comum nesta categoria: a bateria pode ser substituída pelo próprio utilizador, algo que ajuda a prolongar a vida útil do equipamento.
O Pixel Watch 5 precisa de carregamentos mais frequentes. A versão de 41 mm chega às 30 horas com o ecrã sempre ligado, subindo para 40 horas no modelo de 45 mm. No modo de poupança, esses valores passam para 48 e 72 horas, respetivamente. O carregamento rápido permite recuperar cerca de 50% da bateria em apenas 15 minutos.
Preços e disponibilidade
O Fitbit Air começa nos 99,99 € em mercados europeus como Espanha, sendo a opção mais acessível do trio. O Fitbit Edge custa 179,99 € no mercado espanhol e tem chegada às lojas prevista para 27 de outubro.
Já o Pixel Watch 5 está disponível oficialmente em Portugal através da Google Store, com preços a partir de 419 €.
Para já, nem o Air nem o Edge são vendidos oficialmente em Portugal pela Google. Assim, quem estiver interessado numa destas pulseiras poderá recorrer à importação.
Qual faz mais sentido?
O Fitbit Air é a escolha mais simples e económica. Serve bem quem pretende acompanhar a saúde, o sono e a atividade diária sem precisar de consultar informações no pulso. A leveza e a autonomia são os seus principais argumentos, sobretudo para quem não gosta de relógios grandes.

O Fitbit Edge parece ser o melhor equilíbrio entre funcionalidades e preço. O ecrã facilita a consulta das métricas, o GPS integrado é útil para exercício ao ar livre e os sensores adicionais tornam a experiência mais completa. Para quem procura uma pulseira avançada sem pagar por um smartwatch, é provavelmente a opção mais interessante.
Já o Pixel Watch 5 justifica o preço superior para quem pretende utilizar aplicações, atender chamadas, fazer pagamentos e ter uma integração mais profunda com o Android. É claramente o mais versátil dos três, mas exige carregamentos frequentes. A disponibilidade oficial também pesa a seu favor, especialmente para quem prefere comprar com garantia e assistência local.